Mais uma vez, os Suspeitos do Costume juntaram-se:


  • José Calos Figueiredo
  • Mónica Velosa
  • Paulo Simões
  • Sandra Brás

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Optámos por trabalhar o artigo seguinte:



CATHERINE, McLoughlin; LUCA, Joe (2001) Quality in online delivery: What does it Mean for assessment in E-learning Environments? ASCILITE 2001 Conference proceedings.
http://ascilite.org.au/conferences/melbourne01/pdf/papers/mcloughlinc2.pdf


Em primeiro lugar elaborámos um resumo das ideias principais:



Existem muitos estudos feitos e linhas de orientação para ambientes de EaD. Na questão da avaliação, a Lincoln University faz as seguintes recomendações para o processo de avaliação em EaD:

- Permitir aos alunos que monitorizem o seu próprio progresso
- Dar feedback regular aos alunos
- Apoiar a avaliação e aprendizagem em pares/grupos
- Desenvolver práticas de auto-avaliação

No entanto, a Quality Assurance Agency for Higher education (1999) considera a existência de diferenças na avaliação que é feita no "campu"s que pode não ser apropriada para alunos a estudarem fora do campus, que não têm contacto com professores.

Será a qualidade uma questão de design?

Professores e designers de currículos necessitam de uma base para desenharem novas formas de avaliação, alinhadas com os objectivos instruccionais e a utilizarem funcionalidades interactivas da tecnologia online.
Ao considerarmos que a avaliação influencia a aprendizagem do aluno, essa deve fazer parte do processo de design curricular e será central na experiência de aprendizagem do aluno.
A noção de qualidade definida em termos de satisfação do aluno é muito importante. no entanto, apenas foram desenvolvidas poucas linhas de orientação para o desenvolvimento de práticas a ter, ao desenhar processos de avaliação válidos, autênticos e educativos que possam ser incluídos num modelo de educação online.

Existem possibilidades para melhores práticas de avaliação na web?

As tecnologias estão agora incorporadas em diversas abordagens educativas e utilizadas por diversas instituições educativas.

Laurillard sugere que computer based learning deve promover:

- auto-aprendizagem e autonomia
- flexibilidade e diversidade na avaliação
- as competências a desenvolver na escola devem estar de acordo com as competências exigidas pelo mercado e trabalho
- maior produtividade e eficiência na educação universitária


Alexander e McKenzie (1999) estudaram as percepções da tecnologia por parte de estudantes e o valor da tecnologia para a aprendizagem:

- As percepções dos estudantes sobre a tecnologia influenciam a sua atitude e a forma como abordam a aprendizagem
- a tecnologia facilita a comunicação e melhora as relações entre os pares
- experiências de aprendizagem anteriores influenciam a forma como os alunos encaram e aceitam novas abordagens de aprendizagem (com ou sem tecnologia)
- os alunos não sentem que ganhos consideráveis de aprendizagem são sempre atingidos com o uso de tecnologia

De acordo com estes resultados, apesar de não se poder provar que existem vantagens consideráveis com o uso da tecnologia na aprendizagem, os alunos mostram-se optimistas com a integração da mesma. Existem novas formas de aprendizagem, os professores têm novas formas de contactar com os alunos, existem novos recursos e novos tipos de actividades que promovem a aprendizagem.

Para outros investigadores, o que prova o valor do uso da tecnologia na aprendizagem é a forma como esta é usada na prática

Web based learning : nova pedagogia ou ou repacking?

Em vez da verificação das aprendizagens através de exames, com a tecnologia enquanto ambiente de aprendizagem, os alunos podem utilizar/desenvolver competências da vida real.

A tecnologia muda a qualidade da experiência de aprendizagem e pode ser utilizada para criar ambientes autênticos para avaliação.

Russel (1999)- Apesar destas inovações, não existem diferenças significativas nos resultados de aprendizagem.
Apesar da web oferecer novas oportunidades para as actividades de aprendizagem, as práticas de avaliação devem ser reformuladas e reconsideradas como parte de uma abordagem holística do design de curriculos e da pedagogia.

Pedagogical re-engineering (Collis e Moonen - 2001) - descreve a mudança na pedagogia online: o aluno passa a ser o centro da acção. Os cursos devem ser construidos em módulos ou unidades que juntas formam sequências ou combinações.
Com a tecnologia e aprendizagem na Web, o uso destas sequências torna-se mais flexível e centrado no aluno, existindo também novas formas de avaliação.

Web based learning também significa uma nova concepção de curriculo?

Elemento chave em Pedagogical re-engineering = o uso e aplicação dos media em cenários de ensino e aprendizagem onde os estudantes participam activamente, gerando conhecimento. A avaliação também se torna mais focada no aluno e baseada na sua performance.

A avaliação :

- reconhece os alunos com papel activo
- engloba oportunidades para os alunos comunicarem, contribuírem e participarem na comunidade online
- reconhece que os alunos contribuem para os conteúdos do curso e criam novos produtos de conhecimento


A Web enquanto ambiente educativo afasta modelos de ensino baseados na transmissão de conteúdos, sendo o aluno a gerar produtos e recursos que podem ser utilizados e partilhados com outros. Isto reflecte-se na avaliação, deixando de ser baseada no professor, passando a ser mais flexivel. O aluno tem mais autonomia e responsabilidade (p.ex: auto e hetero-avaliação).


Contributing student model (Collis & Moonen, 2001)
Participation oriented learning (Sfaard, 1998)
Engagement Theory (Kearsley & Schneiderman)
Constructive alignment model (Biggs, 1999)
Definições de aprendizagem
Os alunos contribuem para o curso via ferramentas web
Participação, membro da comunidade
Actividade significativa e interacção com outros indivíduos através de tarefas de valor
Enfase nas actividades do estudante
Resultados da aprendizagem
"Product oriented" com enfoque na aprendizagem entre pares, partilha e colaboração
Pertença, participação, comunicação e aprendizagem ao longa da vida
"Higher order thinking", trabalho de equipa e capacidades genéricas que incluem informações de literacia e perspectiva global
Bem estruturada, conhecimento de base e interacção com os outros
Actividades chave
Preparação antes da lição, actividades durante a sessão, revisão e auto-avaliação depois da sessão
Estágio, comunicação, participação
Trabalho de equipa, aprendizagem interactiva, aprendizagem inter-pares
Aprendizagem dirigida, interpares dirigida e actividades dirigidas
"Curriculum process"
Objectos e recursos reutilizáveis criados pelos estudantes
Negociada; estudante é participante
Baseado nas necessidades, project-oriented, autêntico
Alinhamento de métodos de ensino, avaliação e actividade dos estudantes
Papel do professor
Planear actividades para a máxima participação dos alunos
Facilitador, mentor
Coaching of project based learning
maximizar estrutura, promover auto-direcção

Avaliação alternativa (Wiggins, 1998) = avaliação em combinação com processos de aprendizagem e performances da vida real, em oposição à aprendizagem baseada em conteúdos rígidos.

Avaliação com o uso da Web é mais flexível e adaptável e permite a avaliação contínua. Podem ser criados micro-ambientes onde os alunos resolvem problemas da vida real.

Kendle e Northhcote (2000) sugerem a combinação de avaliação qualitativa e quantitativa, onde se constata o progresso dos alunos através da criação de portfólios, projectos multimédia, demonstração de competências e trabalho de equipa.
A web possibilita aprendizagem através de mais colaboração, trabalho de equipa e resolução de problemas em equipa.

O Ambiente de aprendizagem e o desenho de tarefas

  • Contrato de Aprendizagem
  • Equipas de trabalho - Tarefas semanais baseado em trabalhos de pesquisa
  • Relações inter-equipas de trabalho - Discussão em espaço geral com os outros grupos
  • Avaliação inter-pares
  • Reflexões pessoais sobre tarefas e processos - Cada estudante possui um espaço onde escreve as suas reflexões
  • Elevado nível de colaboração


Conclusões - Sumário

Com a utilização cada vez maior das tecnologias e da Web no processo de ensino/aprendizagem, deve existir um esforço conjunto para que a avaliação se adapte às novas necessidades de alunos e professores. Resultados de algumas investigações provam a importância de uma avaliação contínua e qualitativa, já que o trabalho dos alunos não se limita à realização de exames no final do periodo, mas existe uma grande quantidade de trabalho de pesquisa e reflexão feito através de várias ferramentas de comunicação da web.

Este artigo pretende apresentar os elementos essenciais numa aproximação a uma avaliação.



O nosso Trabalho Final:



O trabalho final foi elaborado no Prezi. Optámos por esta ferramenta porque permite apresentações dinâmicas e não tão estáticas como o PowerPoint.
De uma forma geral, ficámos orgulhosos do nosso trabalho e de termos sido bem sucedidos em experimentar uma ferramenta que era uma novidade para todos nós.

O trabalho pode ser acedido em http://prezi.com/bxvp0epnkerd/cael/